quarta-feira, 23 de março de 2011

Próxima homenagem, dia 30 de abril de 2011


SÁBADO
Dia: 30/04
Local: Salão do divino (largo dos pescadores)
Entrada: 5 reais + 1l de óleo
2 reais + 1l de óleo (quem estiver com qualquer camiseta do quilombola)

Biografia
Nasceu no dia 12 de Novembro de 1941, foi criado na Rua Magalhães Couto, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro. Cantor e compositor, João Nogueira aprendeu violão de ouvido e vendo o pai tocar. Conheceu o samba e o choro em casa. Seu pai era violonista profissional e morreu quando tinha 10 anos. Seu João, como era conhecido, tocou com o Regional de Rogério Guimarães e com Jacob do Bandolim. Chegou a tocar até com Noel Rosa. Sua casa era frequentada pelos amigos músicos, entre eles Pixinguinha, Donga e João da Baiana, inclusive Jacob do Bandolim. Com sua morte, a família passou dificuldades e João teve de ir trabalhar cedo como vitrinista, depois como vendedor e funcionário de banco. Ainda no Meier, João frequentou o Pé na Poça, tradicional botequim e nos fins dos anos 50 integrou o bloco carnavalesco Labareda do qual foi diretor, também do Meier, bairro tanto ilustrado em seus sambas. Começou a compor aos 15 anos com a irmã Gisa, compôs vários sambas no bloco carnavalesco, mas ainda no anonimato. Nos fins dos anos 60 começou a gravar seus sambas com a ajuda de amigos músicos que o indicavam às gravadoras, até quando ganhou um concurso na Portela que o integrou na ala de compositores. Assim nasce o João Nogueira Portelense que tanto representou a escola, compondo e cantando as coisas simples das gentes, o cotidiano carioca e o mundo do samba. No passar dos anos 70, João consagrou seus dotes como compositor e intérprete de seus sambas e outros clássicos da música popular que sempre exaltou, quando em 79 lança o álbum Clube do Samba, fundado na sua própria casa, até mudar para o bairro do Flamengo, depois para a Associação dos Servidores Civis do Brasil, Clube Municipal, até chegar à sede na Barra da Tijuca. O Clube do Samba envolveu diversos sambistas, ritmistas, compositores, cantores, jornalistas e amantes e defensores da cultura do samba, que criticavam a presença massiva da música estrangeira na cultura brasileira, interferindo nas diretrizes da pura música nacional. Nos anos 80 e 90, João encarrilha duas décadas de álbuns e sambas até cruzar o milênio, quando faleceu na madrugada do dia 6 de junho de 2000, vítima de enfarte.