Fernando Faro recebe a cantora Mart'nália. A carioca da gema comenta sobre o seu trabalho solo e os cincos álbuns lançados, sendo um deles produzido por Maria Bethânia e outro por Caetano Veloso. Mart’nália também fala sobre o pai, Martinho da Vila, e das lembranças da escola de samba Vila Isabel e de Angola. No repertório, músicas como Nas Águas de Amaralina, Pé do Meu Samba, Menino do Rio e Estácio, Holly Estácio.
O Instituto Moreira Salles está fazendo o importante papel de revitalização de importantes obras ligadas a música e a cultura popular. Registros históricos de obras que traduzem de perto o que foi este processo e sua importância dentro do cenário cultural brasileiro. Estaremos disponibilizando aqui em arquivos PDF tais obras através do próprio link do próprio Instituto. A segunda obra que postaremos aqui será o livro "O Choro de Alexandre Gonçalves Pinto do ano de 1936" onde o autor destaca através de linguagem simples e casual suas experiências e percepções deste rítmo que na época comecçava a se formar.Pinto destaca fatos e contos inerentes a tal meio, gerando uma ótima leitura para quem quer entender e se aprofundar mais nos mistérios deste ritimo. Para baixar o livro é so clicar no link rosa ao ladoO Choro de Alexandre Gonçalves Pinto do ano de 1936. por Crâ
Neste tríbuto a Nelson Cavaquinho, gente de peso em um trabalho muito emotivo, com vários arranjos. Os chorões do Galo Preto e os cantores Nelson Sargento e Soraya Ravenle fazem um belo tributo ao cantor Nelson Cavaquinho. Um trabalho leve, recheado a músicas conhecidas e inéditas com muita propriedade. Outro detalhe do disco é a junção da voz potente de Nelson Sargento junto a leveza de Soraya Ravenle em um casamento perfeito, transmitindo muita tranquilidade à quem ouve sendo já fã ou não da obra de Nelson Cavaquinho.Este disco foi lançado no ano de 2001 através de uma produção totalmente independente, se tornando uma obra muito difícil de ser encontrada. Vai lá em nossa rádio e confuria "O Dono das calçadas" um Tributo a Nelson Cavaquinho. por Crâ
Abrimos este espaço para agradecer ao conterrâneo Roberto Mahn, seresteiro convicto pelo espaço aberto à Comunidade Quilombola e o "Projeto 14 Sambas" no site Agenda Samba-Choro, com a divulgação de nosso blog e do trabalho da Comunidade Quilombola em Piracicaba. E outro à todos os amigos que estão sempre nos apoiando em nosso trabalho.
Segue abaixo a publicação no veículo Samba Choro:
Por Roberto Saglietti MahnPublicada em 12 de Março de 2009 Estado: SP Assunto: Sítios pela Internet A rapaziada do Quilombola, radicada na cidade de Piracicaba-SP, já vem há alguns anos fazendo rodas de samba em Piracicaba e região.Batizado de "Projeto 14 Sambas", a idéia do projeto é, a cada encontro, homenagear um compositor em especial, interpretando quatorze músicas do autor.Está no ar agora o blog do projeto do pessoal do Quilombola, que também possui matérias sobre samba, indicações de livros e discos, informações sobre sambistas, entre outras curiosidades. Vale a pena acessar e conferir o blog: http://www.projeto14sambas.blogspot.com/Um abraço aos sambistas piracicabanos!
Você sabe o que é ter um amor meu senhor? ... por Lupicínio
Lupicínio Rodrigues mesmo sem saber tocar nenhum instrumento musical foi um exelente compositor. Suas canções eram compostas através de assovios e da marcação da música através de uma caixa de fósforo. Excelente improvisador, alguns pesquisadores o consideram como criador do gênero samba "dor-de-cotovelo". Lupicínio foi um dos poucos sambistas tradicionais nos anos 40e 50 a fazer sucesso fora do eixo Rio - São Paulo. Algumas de suas mais célebres composições decorreram de uma paixão de 5 anos com uma carioca chamada Mercedez que o trocou por outro. Deste momento compôs vários clássicos do gênero como Briga de amor, Minha ignorância, Nunca e Vingança. O fato interessante destes sambas é que retratam um lado controvérso a algumas composições mais atuais de letras motivadas a grandes conquistas amorosas o que muitas vezes me põem à pensar; será que estes sambas de Lupicínio se feitos nos tempos atuais teriam também tanto sucesso, tendo visto que o mundo atual nos motiva a dar mais glórias as conquistas do que aprender com as perdas? Abaixo um vídeo de Lupicínio e Paulinho da Viola, uma dobradinha perfeita.por Fábio
Neste documentário de 22 minutos feito pelo diretor De Leon Hirszman no ano de 1982, poderemos ver Paulinho da Viola visitando Manacéa em sua casa, em uma conversa bem informal regada a uma boa comida e cachaça. Também tem Candeia na quadra da Escola Quilombo, cantando clássicos como "Na Paz do Senhor" (Candeia), comprovando que partido alto nada mais é que improviso, comunhão, samba da melhor qualidade, em uma harmiosa convivência entre talento e inspiração. O filme foi gravado nos anos 70 tendo também participações de Wilson Moreira, Velha Guarda da Portela, Tantinho da Mangueira e as pastoras da Quilombo. Paulinho da Viola cita neste documento que "a verdadeira arte do Partido Alto é o momento da liberdade, uma forma de comunhão entre o povo do samba, onde cada um participava como queria e podia".Um clássico indispensável à qualquer um que queira entender melhor este gênero. Pega a PIPOCA E GUARANA E ASSISTA PARTIDO ALTO. É só clicar na foto ou no link em rosa.
São de momentos espontâneo que grandes transformações acontecem. Com vocês para deleite do público e em especial de nosso amigo Barata o lançamento oficial da futura bateria do bloco Quilombola puxado pelo mestre de bateria Esquimó uma semana após a Banda da Sapucaia, momento recheado a muita alegria e descontração como o samba de nossa Comunidade tem de ser.
Estava tudo preparado para o tradicional chá em comemoração ao dia da mulher entre Leci Brandão, Tia Ciata e Madrinha Eunice.Tia Ciata como sempre encontrava-se na cozinha preparando os quitutes e comentando sobre as influências das reuniões em sua casa à madrinha Eunice que chegara um pouco atrasada em função dos compromissos da escola de Samba Lavapés. De repente Leci Brandão, a mais nova das três e eterna ativista dos direitos humanos veio felicíssima falar dos progressos que do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher ao qual era filiada e batalhadora, estavam alcansando, contando também a Eunice e Ciata que fora convidada a comentar, por uma gande emissora de televisão, o próximo desfile de carnaval, a primeira sambista negra a conseguir tal fato. A conversa estava cada vez mais animada e as três discutiam também sobre as transformações e lutas as quais estavam inseridas, além da força que a mulher brasileira exerce atualmente na sociedade que se forma. Ao final de várias horas de conversa se despediram e partiram cada qual para seus devidos compromissos e batalhas. Embora "infelizmente" este encontro se reduza a uma fábula recheada de fatos verídicos, outro fato inegável, no caso de Leci Brandão e outras mulheres inclíveis que ainda se encontram entre nós é sua importância em nosso cotidiano, motivo o qual presto esta homenagem à todas as mulheres . Parabéns a nossas mães, esposas, namoradas, confidentes e em especial à "todas as mulheres" que rodeiam nosso Projeto 14 Sambas, Projetos de vida e também a Comunidade Quilombola representadas aqui neste post na primeira foto, por estas figuras inclíveis, que diversas vezes dedicam seu tempo e paciência em prol de nosso ideal com muita alegria e disposição. Parabéns à todas pelo seu dia.por Fábio
Em 1998 Oswaldinho da Cuíca, Gemano Bueno, Aldo Matias e Thobias da Vai Vai conceberam através deste registro fonográfico um trabalho que relata as passagens do samba rural paulista com grande cumplicidade e virtuosismo. Contos populares, histórias de mitos, crendices e muito samba estão presentes no albúm Historia do Samba Paulista I. Histórias orquestradas por Oswaldinho e apresentadas pelos bambas acima que nos trazem à idéia do que foi este processo que transformou o cenários sambistico paulistano em um verdadeiro Papo de Bamba. por Crâ
1. Abertura/ Vissungo
2. Thiá de Junqueira
3. Isto é Bom
4. Esse Jongo é Meu
5. Vinheta: D. Maria Ester e Batuqueiros de Pirapora/
6. Grupo da Barra Funda
7. Vinheta: Madrinha Eunice/ São Paulo Antiga
8. Último Sambista
9. Bandeira do Timão
10. Vinheta: Henricão/ Pout-Pourri de Sambas ...
11. Sou Eu
12. Rei Café
13. Vinheta: Seu Nenê da Vila Matilde/ Vila Matilde...
14. Arca de Noel/ Marquesa de Santos
15. Simples Batucada
16. Independência ou Morte
17. Tamborim Mensageiro
18. Palmares, Raiz da Liberdade/ Sete Cidades/ ...
19. Negro Maravilhoso/ Oração em Tempo de Festa/...
20. Biografia do Samba
21. Fala Final de Osvaldinho da Cuíca
Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)
Oswaldinho da cuíca é sem dúvida uma das figuras mais importantes na cultura do samba paulista.Considerrado o primeiro cidadão samba paulistano e dono de um acervo cultural fantástico ele é e sempre será um dos importantes ícones da formação deste gênero no estado de São Paulo. Abaixo um monólogo realizado pelo mesmo retirado do disco "Oswaldinho da Cuíca em referência ao samba paulista"
Falar de Clementina de Jesus sem ouvir sua voz e sentir seu trabalho é o mesmo que comer um excelente macarrão sem queijo. E para complementar esta importantissima obra de 1976, um convidado mais do que especial Carlos Cachaça, fundador da mangueira, parceiro de cartola e dono também de uma voz inconfundível. Clementina de Jesus convida Carlos Cachaça,com certeza Isto é Papo de Bamba. Créditos Brasas do Alvarenga. por Fábio
1) pergunte ao joão (helena silva e milton costa)
2) incompatibilidade de gênios (aldir blanc e joão bosco)
3) olhar assim (paulo da portela)
4) ingenuidade (serafim adriano)
5) defesa (jorge gonçalves, vital de oliveira e mirabeau)
6) ajoelha (batelão e silvio)
7) não quero mais amar a ninguém (zé da zilda, carlos cachaça e cartola)
8) itinerário (carlos cachaça)
9) lacrimário (carlos cachaça)
10) dois jongos:- picapau (folclore, adaptação: clementina de jesus)- carreiro bebe? (folclore, adaptação: clementina de jesus)
11) cinco cantos de trabalho:- os escravos de jó (milton nascimento e fernando brant)- alegria do carreiro (folclore, adaptação: clementina de jesus)- ensaboa (cartola)- peixeira catita (folclore, adaptação: clementina de jesus)- atividade no abano (folclore, adaptação: clementina de jesus)
12) lapa (folclore)
Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)
O desfile deste ano das escolas de São Paulo e Rio de Janeiro teve momentos de emoção. Destaques para a Bateria do Mestre Sombra (Mocidade Alegre) e da bateria da Acadêmicos do Salgueiro do Rio e Janeiro ("Furiosa") que com muito "coração" e "tambor" supreenderam mais uma vez o desfile carnavalesco brasileiro.
MOCIDADE ALEGRE - 2009 - CAMPEÃ DE SÃO PAULO
ACADÊMICOS DE SALGUEIRO - 2009 - CAMPEÃ DO RIO DE JANEIRO
Embora tenha iniciado sua vida artística tardiamente Clementina de Jesus foi um daqueles seres que seduziam todas as classes sociais. Rainha Ginga ou Quelé, este era o jeito que era tratada pelas pessoas que estavam a sua volta; termo mais do que cabível a imponência de seu nome e de seu caráter como figura histórica. Tratada por mãe, a ternura desta negra velha sorridente envolvia todos que se intitulavam seus filhos que quando evocados por sua voz, diziam ser imediatamente transportados para a África. Devido a sua criação, Clementina dominava muitos cânticos e cantigas, ligados aos africanos remanescentes em nosso solo brasileiro, onde além de sambas, interpretava ritmos como corimás, jongos, cantos de trabalho criando e resgatando várias conexões afro-brasileiras. Clementina foi descoberta pelo músico e compositor Hermínio Bello de Carvalho, o fato se deu no ano de 1963 quando o mesmo que a ouvira anteriormente numa festa convidou a subir ao palco do Teatro Jovem, em Botafogo,abrindo o movimento Menestrel, que unia os eruditos aos populares. O sucesso foi tão grande que Hermínio criou ainda mais projetos como omusical Rosas deOuro. Nele, Clementina contracenava com a cantora de Teatro de Revista, Araci Cortes e tinha como acompanhantes jovens talentos, como Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Nelson Sargento, entre outros. Clementina é fruto de um tempo onde ainda se era possível ver o talento que estava intríseco na alma das pessoas, um encantamento natural que transendia idade, raça ou aparência física, muito contrário aos tempos atuais, onde alguns novos ícones camuflados somente por uma boa aparência e talento duvidoso alicerçam nossa cultura a um caráter de produções vagas e estáticas. No vídeo abaixo Herminio destaca em forma de música e comoção a importância desta alma afro brasileira, chamada Clementina, acompanhada ao fundo de ninguem menos que o Grupo Fundo de Quintal em um especial para a rede Globo de Televisão. Já no segundo vídeo provando a sinergia a qual sempre esteve envolvida, juntando o contemporâneo, o erudito e muita versatilidade, vemos mais uma vez Clementina com Tete Espínola em outro vídeo narrado também por Hermínio Bello de Carvalho. por Crâ
Neste programa, Fernando Faro recebe Jessier Quirino. Paraibano, de Campina Grande, Jessier é “arquiteto por profissão, mas matuto por convicção”, como se define. Declamador e contador de histórias, Jessier procura fazer uma poesia descritiva e bem-humorada. Os destaques do programa são “Agruras da lata d’água”, “Comício de Beco Estreito” e “Vou-me embora pro passado” e “Matuto no Cinema”.