sábado, 26 de novembro de 2011
Adeus, Toniquinho Batuqueiro!
quarta-feira, 30 de março de 2011
O samba Naif de Heitor dos Prazeres
Heitor dos Prazeres nasceu no dia 23 de setembro de 1898, no bairro da Cidade Nova, famosa Praça Onze, local que floresceu o samba carioca nos encontros da casa da Tia Ciata. Seu pai era marceneiro de profissão e clarinetista da Banda da Guarda Nacional, sua mãe costureira. Lino, como era conhecido, cresceu com as duas irmãs, família negra, vida simples e numa época onde a escravatura havia sido recentemente abolida, exigindo que as famílias andassem na linha, dedicando ao trabalho, único modo de manter o nível social longe dos morros e favelas. Dessa maneira, Heitor ou Lino, foi desde menino instruído como marceneiro pelo pai, que falecera quando tinha 7 anos. Aos 12 anos, já frequentava a casa da tia Ciata, levado pelos familiares, entre eles Hilário Jovino, grande entusiasta à carreira musical do menino Heitor, que olhe deu o primeiro cavaquinho. Nesta época Prazeres já estava em contato com ritmos afros como candomblé, jongo, lundu, cateretê e o samba, destacando-se como um grande ogã-ilu e ogã-alabé, improvisando versos, ritmando nos instrumentos de percussão e harmonizando em seu cavaquinho.

A partir de então, Mano Heitor, como fica conhecido por andar com os bambas do Estácio, ganha a vida das ruas e noites cariocas, dos cines mudos, dos cafézinhos, dos carnavais, sempre cantando e tocando cavaquinho, conhecendo toda a gente do samba carioca. Logo suas canções estão nas rádios gravadas pelos grandes intérpretes como Francisco Alves, torna-se parceiro de muitos sambistas renomados como Cartola, Noel Rosa, Herivelto Martins, Paulo da Portela e Sinhô, com quem travou a primeira polêmica musical. Quando foi reivindicar parceria numa música que havia estourado com Chico Alves, Sinhô lhe responde: "Samba é como passarinho, a gente pega no ar". Esta frase lhe rendeu o samba alerta " Olha ele, Cuidado" e "Rei dos meus sambas", ironizando o prefixo dado à Sinhô de rei do samba. Heitor tem uma carreira extensa e marcante na vida musical, sua obra abarca mais de 250 composições, entre sambas, canções, choros, valsas, baiões, marchas, etc. Mas, além desta grandiosa obra musical, Heitor dos Prazeres ganhou notoriedade com as arte plásticas, onde junto com alguns outros pintores, inauguram a Arte Naif no Brasil. Os quadros de Heitor destacam-se, além da vivacidade das cores e alegria características das obras naifs, pela contextualidade dos temas pintados. Ilustrou como ninguém a música, a dança, as festas, os bares, os ritos, as tradições, os lugares, os trejeitos, as mulatas, os malandros...só vendo pra crer. Heitor dos Prazeres é figura eternizada na cultura popular e merece nossas devidas homenagens. Resumindo, fiquem com algumas telas de Heitor dos Prazeres.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
4 anos de Projeto 14 sambas
quinta-feira, 30 de abril de 2009
DELCIO CARVALHO O CANTOR POETA
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Como hoje é segunda feira e amanhã vai rolar um feriadinho vamos no compasso do malandro
terça-feira, 14 de abril de 2009
É por isto que eu vivo no "CLUBE DO SAMBA" nesta gente bamba eu me amarro de montão...

segunda-feira, 13 de abril de 2009
Como hoje é segunda feira vamos no compasso do malandro ou melhor malandra
sexta-feira, 10 de abril de 2009
O conterrâneo Alessandro Penezzi e Yamandu Costa em momentos descontraídos na noite piracicabana
O que poderia levar anos de ensaio à alguns músicos, aos virtuosos músicos Alessandro Penezzi e Yamandu Costa torna-se um animado momento de lazer. Registro disto foi o último dia 24 de março no restaurante Tambatajá (Piracicaba-São Paulo) onde após o show de Yamandu no Teatro Municipal de Piracicaba, Penezzi, Yamandu e outros amigos foram dar uma relaxada, termo absolutamente modesto ao que fizeram, no restaurante Tambatajá onde histórias animadas e momentos musicais mágicos animaram toda a noite. Abaixo dois vídeos onde peço atenção especial para Raíssa esta tímida jovem piracicabana que orquestrada por Alessandro Penezzi e Yamandu encantou os presentes. No primeiro vídeo Yamandu Costa e Alessandro tocam o choro 1 X 0 de Pixinguinha. Já no segundo vídeo a jovem Raíssa, dá em uma pequena demonstração de seu potencial talento cantando Hino de amor. por Fábio quarta-feira, 8 de abril de 2009
Polêmica no ar... Paulinho da Viola X Benito de Paula

O mundo do samba é rodeado de muitas polêmicas, Noel Rosa X Wilson Batista, Beth Carvalho X Clara Nunes e também uma polêmica não tão famosa assim, mas interessante, como a que se deu entre Paulinho da Viola e Benito de Paula. Quando Benito di Paula começou a despontar na mídia com seu samba "diferente" Paulinho da Viola lançou a música “Argumento”. Em sua música o portelense dizia:“Tá legal, eu aceito o argumento / Mas não me altere o samba tanto assim ....
De gravatinha, terno, cabelo comprido e piano, Benito di Paula fazia o povo requebrar com seu samba diferente. Foi logo tachado de brega pela mídia que também atribuiu na época a música "Argumento" de Paulinho como uma crítica ao seu trabalho que dispontava nacionalmente.
Benito como reposta ao que acreditou ser uma crítica do Portelense, lançou a agressiva música "Não me importa nada" cuja letra dizia o seguinte:
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Como hoje é segunda feira vamos no compasso do malandro - Mussum da Mangueira
domingo, 5 de abril de 2009
Lundu um dos patriarcas do samba

sábado, 4 de abril de 2009
Riachão e mais sobre a cultura soteropolitana
Menino, muleque e grande conhecedor do cotidiano de seu povo este é Riachão. Impossível ver e não se emocionar com a figura deste sambista que deveria ter como sobrenome o adjetivo alegria. Com vocês mais um pouco de Riachão e suas histórias bahianas.Não há samba sem alegria, Salve Riachão.por Fábioquarta-feira, 1 de abril de 2009
A dança de Pixinguinha e sua banda

segunda-feira, 30 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Zé Ketti o garoto propaganda da GE em 1968

sexta-feira, 27 de março de 2009
Resultado da enquete: O samba morreu?

segunda-feira, 23 de março de 2009
Já que hoje é segunda feira vamos no compasso do malandro
sábado, 21 de março de 2009
Teleco teco - Um show com Cyro Monteiro e Dilermando Pinheiro 1968

1 - Texto e Músicas Lado A: • Apresentação• Minha palhoça (J. Cascata)• Alô João (Cyro Monteiro-Baden Powell)• Para me livrar do mal (Ismael Silva-Noel Rosa)• A mulher que eu gosto (Cyro de Souza-Wilson Batista)• Volta para casa Emília (Antônio Almeida-José Batista)• Deus me perdoe (Humberto Teixeira-Lauro Maia)• Pedra que rolou (Levava jurando) (Pedro Caetano)• Lulú de madame (Paulo Gesta-Augusto Rocha)• Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues-Felisberto Martins)
2 - Texto e Músicas Lado B:• Escurinho (Geraldo Pereira)• A Lalá e a Lelé (Jayme Britto-Manezinho Araújo)• Madalena (Ary Macedo-Airton Amorim)• Amei tanto (Baden Powell-Vinicius de Moraes)• Eu queria (Roberto Martins-Mário Rossi)• São demais os perigos desta vida (Vinicius de Moraes)• Ai! Que saudades da Amélia (Ataulfo Alves-Mário Lago)• Emília (Haroldo Lobo-Wilson Batista)• Dora (Dorival Caymmi)• Marina (Dorival Caymmi)• Maria Rosa (Nássara)• Florisbela (Nássara-Frazão)• Conceição (Dunga-Jair Amorim)• Clélia (Catullo da Paixão Cearense-Luiz Souza)• Aurora (Roberto Roberti-Mário Lago)• Eva querida (Benedito Lacerda-Luiz Vassal)• Isabel (Arlindo Marques Júnior-Roberto Roberti)• Julieta! Julieta! (Manezinho Araújo)• Odete (Herivelto Martins-Dunga)• Isaura (Herivelto Martins-Roberto Roberti)• Rosa Morena (Dorival Caymmi)• Menina fricote (Henrique Batista-Marília Batista)• Nos braços de Isabel (Silvio Caldas-José Judice)• Formosa (Baden Powell-Vinicius de Moraes)• Até amanhã (Noel Rosa)
segunda-feira, 16 de março de 2009
Já que hoje é segunda feira vamos no compasso do malandro
quinta-feira, 12 de março de 2009
O precursor dos sambas "dor de cotovelo"

Lupicínio Rodrigues mesmo sem saber tocar nenhum instrumento musical foi um exelente compositor. Suas canções eram compostas através de assovios e da marcação da música através de uma caixa de fósforo. Excelente improvisador, alguns pesquisadores o consideram como criador do gênero samba "dor-de-cotovelo". Lupicínio foi um dos poucos sambistas tradicionais nos anos 40e 50 a fazer sucesso fora do eixo Rio - São Paulo. Algumas de suas mais célebres composições decorreram de uma paixão de 5 anos com uma carioca chamada Mercedez que o trocou por outro. Deste momento compôs vários clássicos do gênero como Briga de amor, Minha ignorância, Nunca e Vingança. O fato interessante destes sambas é que retratam um lado controvérso a algumas composições mais atuais de letras motivadas a grandes conquistas amorosas o que muitas vezes me põem à pensar; será que estes sambas de Lupicínio se feitos nos tempos atuais teriam também tanto sucesso, tendo visto que o mundo atual nos motiva a dar mais glórias as conquistas do que aprender com as perdas? Abaixo um vídeo de Lupicínio e Paulinho da Viola, uma dobradinha perfeita.por Fábio








