quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Papo de Bamba - O Afro Samba da sambista Aparecida


Capa de uma reedição do ano de 1996

Uma vez por mês o Projeto 14 Sambas publicará aqui informações sobre ilustres sambistas mostrando um pouco de sua obra, vida e luta em prol do Samba e do cotidiano brasileiro. Maria Aparecida Martins nasceu na cidade de Minas Gerais, surgindo artisticamente nos festivais de Jongo de Minas. Mudou-se em 1949 , junto com a família para o Rio de Janeiro. Por essa época, trabalhou como passadeira em casas de família no bairro de Vila Isabel. Em 1952, já compunha suas primeiras músicas. Pouco tempo depois, Salvador Batista a levou para o programa "A Voz do Morro", incluindo-a em seu grupo como passista, conjunto no qual atuou por dez anos. Dona de uma voz mítica e deslumbrante destaca em todos os seus trabalhos as influências afro-religiosas que exerceram forte influência tanto em sua vida pessoal como na carreira musical e artística. No início da década de 1960, foi convidada a participar do filme "Benito Sereno e o Navio Negreiro", por cuja atuação recebeu de prêmio uma viagem a França, onde se apresentou em uma boite interpretando, pela primeira vez, suas próprias composições.Em 1965, voltou ao Brasil e venceu o "Concurso de Música de Carnaval do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro". Neste mesmo ano, foi também vencedora do "III Festival de Música de Favela", com o samba "Zumbi, Zumbi", representando a favela da Cafúa, de Coelho Neto.Nos anos 70 Aparecida se tornou um dos ícones do samba e da música umbadista, emplacando neste mesmo período dois sucessos nas emissoras de rádio, o que para esta época pode ser considerado como um marco, visto o forte preconceito e paradgmas existentes. Em 1968 compôs o samba enredo "A Sonata das Matas" para a escola de Samba Caprichosos de Pilares. Aparecida é considerada depois de Dona Ivone Lara como a segunda mulher a ter um samba enredo vencedor em uma escola de samba. Desde criança Aparecida buscou aprender com os mais velhos os rítimos africanos, porém teve de esperar 17 anos para ver um trabalho seu gravado.Hoje muito de seu material é utilizado e resgatado por músicos como o Rappa, Marcelo D2 entre outros. Em seu funeral ela foi aclamada , sendo seu corpo levado em cortejo pelo corpo de bombeiros do Teatro Alencar no Ceará até seu sepulcro; o qual foi acompanhado por sambistas, fãs, terreiros religiosos, grupos de maracatus e sambistas. Abaixo dois trabalhos realizados por esta sambista que você pode baixar em seu micro; é só você clicar.por Fábio
ISTO É PAPO DE BAMBA:
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como www.buscape.com.br ou similares preservando os direitos do ator)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Semba à todos em 2009


O Semba é um rítimo musical de Angola, conhecido também como umbigada, o qual para muitos pesquisadores é o patriarca do samba brasileiro. Porém nesta postagem não me apegarei a origem do rítimo ou sua conotação musical. A alguns anos tive a oportunidade através dos mestres de batuque de umbigada do grupo de Piracicaba, Capivarí e Tietê a entender um pouco mais o sentido social e humano do Semba. Antigamente as tribos de Angola praticavam esta dança; onde os participantes encontrando-se através de umbigadas, simbolicamente trocavam suas energias. Para tais líderes é na região do umbigo, ponte de ligação e alimentação do indivíduo aos elementos que lhe fornecem a vida, que concentram-se todas as energias positivas que a pessoa possui, onde envoltos e movidos pelos batuques, ao encostarem seus umbigos, tais energias positivas são trocadas. Assim gostaria de desejar à todos que no ano de 2009 vocês possam praticar o Semba e brindar todas as pessoas importantes em sua vida com muitas energias positivas, paz e acima de tudo amor. Feliz 2009 à todos. por fábio

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PIPOCA E GUARANA - UM BELISSIMO CURTA SOBRE NELSON SARGENTO "MORRO ÉS O ENCANTO DA PAISAGEM"



Pipoca e guaraná é o espaço onde você clica e assiste a curtas sobre a vida, obra ou trabalho de um ilustre sambista ou figura contemporânea. Neste documentário de 22 minutos, Esttevão Ciavatta Pantoja em 1997, retrata o lado pessoal de Nelson Sargento, seu convívio com a Mangueira, sua interpretação da relação progresso indivíduo, a arte, poemas e os relacionamentos pessoais, regado a muito sentimentalimo e carinho pelas raízes que o fizeram sambista. Carlos Cachaça, Paulinho da Viola, Luis Carlos da Vila e muitos outros bambas recheiam este curta. Agora é só clicar no link ao lado e se emocionar. PEGA A PIPOCA E GUARANA e assista este belíssimo curta sobre Nelson Sargento. por Fabio

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tem lá na rádio Ziriguidum - VELHA GUARDA DO SAMBA CAPIXABA




Provando mais uma vez que o samba não tem fronteiras, esta é a Velha Guarda do Samba Capixaba. Formada em 2001 pelos sambista Lajota e Tunico do Cavaco; o grupo surgiu com o intuíto de traçar um panorama da história do samba capixaba, que remonta à Vitória portuária e interiorana das décadas de 1950 e 1960, quando é fundada a primeira escola local, a Unidos da Piedade. Mediante as dificuldades geradas pela condição de periferia e a distância ao centro sambístico que é o Rio de Janeiro, a formação do grupo se dá por seleção de sambistas de diferentes matrizes do samba capixaba, imbuídos do intento comum de perpetuar o sabor local de seu samba. A qualidade do trabalho é tão boa que Monarco e Mauro Diniz apadrinham o disco contribuindo para o projeto com três pérolas de sua própria larva e parceria familiar, as dolentes “Nem pensar”, “Algo estranho” e “Força da paixão”, que vão na mesma linha dos sambas de Edílson Mosquito (“Amor proibido” e “O culpado fui eu”), Tunico do Cavaco (“Rio de lágrimas” e “Vagabundo dois”, com Fefeu; “Saudade danada”, com Dílson D’Faria), Abel Nascimento Filho, Chororca e Puã (“Utopia”) e Zalém (“Abandono”). Predominante e às vezes excessivo, o tom romântico se quebra um pouco com o bom samba-crônica “Paixão na favela”, o exaltação “Samba, sinfonia de uma raça” (ambos de Altamar dos Santos) e a ode ao terreiro e às tradições que é “Homenagem à Velha Guarda da Fonte Grande”, de Lajota. O próprio Lajota, Detefon e Papo Furado cumprem com a rouquidão característica da experiência os solos de voz do grupo que, como manda o figurino, tem por forte o coro autêntico de pastoras e demais componentes. Tudo num clima de cumplicidade malandra que só “combinações sonoras sem firulas”, como diz Jace Theodoro na apresentação do disco permitem. É isto ai um pouco do samba capixaba representado por quem fez história por ele e que ja teve em seu currículo o título do segundo melhor carnaval do Brasil nos tempos idos, conforme citado no vídeo abaixo. por Fabio . CLIQUE AQUI E OUCA "VELHA GUARDA DO SAMBA CAPIXABA"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PAPO DE BAMBA 4ª EDIÇÃO: SUA MAJESTADE HENRICÃO


Capa do disco Recomeço


Uma vez por mês o Projeto 14 Sambas publicará aqui informações sobre ilustres sambistas mostrando um pouco de sua obra, vida e luta em prol do Samba e do cotidiano brasileiro, e como presente de natal este mês além de Henricão uma sambista ilustre também será homenageada, Aparecida. Henrique Felipe da Costa ou Henricão foi o primeiro rei Momo negro do carnaval, de origem pobre, foi apaixonado pela escola de Samba Vai-Vai, a qual além de ver ser fundada como cordão carnavalesco, também compos vários sambas. Parceiro de Carmem Costa, se apresentou em circo, em parques de diversão, em rádios, nas festas populares do Nordeste, nunca negando sua origem pobre e cheia de dificuldades, porém sempre alegre, otimista e esperançoso. Henricão foi um dos maiores sambistas a alcançar sucesso com versões; porém nem isto foi suficiente para tirá-lo das dificuldades financeiras que o acompanharam em vida até o momento de sua morte em 11 de junho de 1984. Foi parceiro de vários sambistas ilustres como Buci Moreira, Príncipe Pretinho, Caco Velho, entre outros. Sempre que a coisa apertava, recebia ajuda dos amigos, e como ele mesmo dizia "ia tocando a vida". Foi compositor do famoso samba Marambaia entre muitos outros; o qual a história do samba paulistano esqueceu, mas nós do Projeto não. Abaixo um vídeo com Henricão cantando Marambaia para um programa ensaio de 1973 e ao lado você poderá ver um disco raríssimo do mesmo chamado Recomeço, é só clicar no link ao lado e baixar ISTO É PAPO DE BAMBA . por Fábio
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como www.buscape.com.br ou similares preservando os direitos do ator)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

VOCE SABIA QUE OS EUA QUERIAM AJUDA "BÉLICA" DO ZÉ CARIOCA?



Na foto Zezinho e Aurora Miranda

No começo da década de 40, Walt Disney veio em uma turnê à América Latina, turnê esta que fazia parte dos esforços dos Estados Unidos para reunir aliados durante a Segunda Guerra Mundial, na famosa estratégia americana de agregar aliados latinos, chamada na época de Política da Boa Vizinhança. Encantado com o inesgotável repertório de piadas de papagaio da época e necessitando de um personagem que representasse o esteriótipo brasileiro, juntando a malandragem, o samba, carisma e a figura do carioca, nasceu no próprio Copacabana Pallace, onde Disney se hospedava na viagem; o Zé Carioca. Porém mesmo com o personagem concebido, um outro problema existia, ainda faltava uma voz que literalmente desse vida ao nosso papagaio. Eis que em 1943 por influência do destino, Disney que estava no estúdio da FOX conheceu José do Patrocínio Oliveira (popularmente conhecido como zezinho), onde se identificando com o músico na sua maneira gingada e malemolente de falar percebeu que o entrave estava resolvido. Este fato rendeu uma fortuna considerável a José de Alencar porém como consequência ele ficou estigmatizado por sua ligação à Disney (No processo da Política da Boa vizinhança). Em seu currículo Zézinho também executou trabalhos no Bando da Lua, junto a Carmem Miranda e como dublador na Disney. Em sua empleitada por "aliados" os EUA, procurando mostrar simpatia aos países da América Latina, e utilizando a figura criativa de Disney, criaram outros personagens como o Gauchinho Voador representando a Argentina e Panchito representando o México. Realmente bem diz o ditado popular; "de boas intenções o inferno esta cheio". Nos vídeos abaixo você poderá ver quando Zé Carioca apresentou o Samba e nossa popular cachaça ao pato Donald, enquanto que no segundo cenas do filme "Você já foi a Bahia" com participações de José Patrocínio (Zezinho) e Aurora Miranda (irma de Carmem Miranda), além de Panchito e o Gauchinho Voador. por Fábo .

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

PIPOCA E GUARANA: GERALDO FILME O FILME


"Quem nunca viu o samba amanhecer vai no Bexiga para ver..."

O bairro do "Bixiga" foi o local onde a maioria dos imigrantes italianos e dos ex-escravos fixaram suas habitações. Aqui também Geraldo Filme através do samba, poesia e defesa das culturas afro-brasileiras ganhou destaque. Neste filme depoimentos antologicos de Toniquinho Batuqueiro, Germano Mathias, Oswaldinho da Cuíca, Tobias da Vai Vai e muitas outras personalidades que se destacaram; relatando a importãncia deste sambista para a sociedade paulistana dentro do contesto histórico desta cidade; no tempo em que para fazer samba "nego levava muita paulada no lombo" . Na primeira parte foca-se a vida de Geraldo Filme e sua vivência no samba do Bexiga; enquanto na segunda vemos como eram as relações na escola de samba da época, e suas históricas, como a de Pato n'água morto tragicamente. Um filme muito rico por seus detalhes. Salve o Samba Paulista. por Fábio

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

ENTREVISTA PARA À RADIO UNIMEP


Entrevista realizada no mês de novembro à rádio Unimep (27 min).Abordou-se temas como a formação, objetivos futuros e a vivência dentro no Quilombola e no Projeto 14 Sambas.
Participantes:
Regina, Wilder, Fabio, Saulo e Denis
Entrevistador: Rober e Fernando
Na página ao lado tem o programa editado com sonoplatia ao fundo do último projeto em Homenagem ao compositor Paulo Cesar Pinheiro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

2 DE DEZEMBRO DIA NACIONAL DO SAMBA


Foto de confraternização na chácara Quilombola


O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia. Como o dia 2 de dezembro foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez; a data foi se espalhando pelo Brasil e hoje virou uma comemoração nacional. Atualmente faço parte de uma roda de samba composta por aproximadamente 90 pessoas, onde cada um compõe e samba de seu próprio jeito. Tem os que sambam cozinhando, os que sambam organizando, os que sambam tocando e cantando, mas como em toda roda, existem também aqueles que ainda não pegaram o ritimo para o nosso samba, o que vejo como natural, afinal para se contagiar e começar a ser sambista em nosso Projeto leva um certo tempo. A exemplo de outros ritimos, classicos e populares, o samba tem sua singularidade, pintado em um quadro de cotidianos distintos. Particularmente acredito que iludem-se aqueles que priorizam sambar sozinhos, pois o samba não se baseia só no talento individual de cada um; devendo-se adicionar a ele experiênicias de vivências coletivas para que ele se eternize; sua própria história de concepção provou isto muitas vezes através da figura de mestres como Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulo da Portela e Silas de Oliveira, este último, que condensou e retratou lindamente através do samba "Aquarela Brasileira" toda beleza do território brasileiro, vídeo que disponho abaixo apresentado sobre a voz de Dudu Nobre sambista da nova geração. Salve o samba nosso patrimônio nacional. por Fábio

domingo, 30 de novembro de 2008

TEM LA NA RÁDIO DO BLOG - O FEIJÃOZINHO AMIGO DA TIA SURICA

Capa do disco Fina Flor - Tem la na rádio Ziriguidum


Tia Surica além de uma voz única, é dona de uma culinária maravilhosa. Irei agora desvendar um de seus segredos, o feijãozinho da Tia Surica, ou como diria o mestre Monarco o feijão da Suriquinha, caneta e papel a mão, depois é só cozinhar, acessar nossa rádio diretinho do blog e se sentir na Portela.

Feijão amigo da TiaSurica da velha guarda da Portela (Receita)

1/2 kg de feijão preto ou mulatinho
02 folhas de louro
300 gr de toucinho fumeiro
200 gr de carne seca magra
06 dentes de alho
02 cebolas
cheiro verde
coentro (opcional) pimenta do reino sal

Modo de preparar
Cozinhar o feijão com as duas folhas de louro
Coar, retirando todos os caroços, que devem ser desprezados para essa receita - porém podem ser usados para tutu à mineira)
Reservar o caldo em uma panela grande, fazer um refogado, com um pouco de óleo, metade do alho socado, o sal e a pimenta doreino
Deixar dourar
Juntar o caldo de feijão
Mexa bem, com uma colher de pau, para engrossar e pegar gosto
Adicionar a carne seca (passar no liquifificador,para que o único vestígio dela seja o sabor) e o coentro,bem batidinho (opcional).
Cortar o cheiro-verde bem picadinho e reservar
Em outra panela, colocar a outra metade do alho socado para dourar na gordura do toucinho fumeiro (cortar empequenos pedaços), quando o toucinho fumeiro estiver bem frito - o toucinho entra no processo entes do alho- apague o fogo
Reserve
Servir o caldinho em copo de vidro ou em caneca.
Colocar por cima um punhado de torresmo e outro decheiro verde picado
Dica - Cada porção deve ser acompanhada de uma dose de uma boa cachacinha branca.
Deixar por perto um vidro de pimenta malagueta e limão
Fonte - Medeiros, Alexandre - Batuque na cozinha - As receitas e histórias das tias da Portela. SENAC RIOEditora/Casa da Palavra. por Fabio

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

DO TEMPO QUE MESTRE SALA USAVA NAVALHA E A ARMADURA ERA UMA CAMISA DE SEDA



Atualmente na "indústria" carnavalesca muitos Mestres Salas e Portas Bandeiras são contratados para "defender" a bandeira da escola onde o vínculo com a agremiação, vale tanto quanto o valor real da tinta de caneta usada para assinar o contrato de prestação de "serviços" para a agremiação. Porém deixando de lado a analogia comparativa do novo e velho carnaval, nos apeguemos a história e voltemos aos anos 30, onde nas disputas entre as escolas de samba, conhecidos na época como ranchos, os Mestres Salas eram literalmente os defensores do estandarte da escola. O baliza, hoje Mestre Sala, armado com uma navalha trajando roupas de cetim ou seda, vestimenta que evitava possíveis cortes de navalha, tinha a responsabilidade de defender sua companheira e o estandarte por ela carregado, pois neste período, era constante o risco delas serem arrebatadas por componentes de outros grupos desfilantes rivais. Alguns buscavam a origem da dança dos mestres-salas no gingado dos capoeiras, escondendo também em seus tradicionais leques uma afiada navalha a qual auxiliava na proteção do estandarte. No tempo dos ranchos, início do século, os homens eram quem carregavam os estandartes, motivo o qual alguns pesquisadores curiosamente apontam que a primeira Porta Bandeira das escolas de samba oficiais foi um homem, atribuindo tal pioneirismo ao sambista Ubaldo da Portela. Também pesquisadores como J. Efegê, considerado o maior cronista de todos os tempos do carnaval carioca, e Hiram Araújo, maior autoridade sobre história das escolas de samba, destacam em seus estudos que um dos mais famosos mestres-salas, ou balizas, dos antigos ranchos chamava-se Maria Adamastor, uma mulher. Com os primeiros concursos estes lugares começaram a ser melhor definidos; elas carregando os estandartes e eles cortejando-as com elegância e postura. O julgamento do Mestre Sala e Porta Bandeira passou a valer a partir de 1938, sendo considerado apenas a fantasia. A dança só começou a ser julgada em 1958 e o quesito Mestre Sala e Porta Bandeira é um dos principais elementos para a conquista do título da escola. Hoje existem escolas de Mestre Salas e Porta Bandeiras, os quais através de seus grandes mestres, buscam desenvolver talentos, mantendo viva a elegância do carnaval e o amor à escola simbolizado através de seu estandarte. Abaixo um vídeo destacando a importância deste aprendizado nos desfiles das escolas de samba onde vemos Mestre Delegado uma das maiores lendas carnavalescas na função de Mestre Sala do carnaval carioca, o qual possui 85 anos de Mangeira, desfilando 36 anos como Mestre Sala obtendo notas 10 consecutivas. por Fábio

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PIPOCA E GUARANA - CHORINHOS E CHORÕES



Pipoca e guaraná é o espaço onde você clica e assiste a curtas sobre a vida, obra ou trabalho de um ilustre sambista ou figura contemporânea. Neste filme de 11 minutos narrado por Hugo Carvana com depoimentos de Lúcio Rangel são retratadas cenas valiosas de Raul de Barros tocando "Flor Amorosa" (Calado), Luperce Miranda mostrando seu "Picadinho à Baiana" e duas músicas com Déo Rian tabelando com o Época de Ouro: "Sofres porque Queres" (Pixinguinha) e o sensacional final, com "Mistura e Manda" (Nelson Alves). O choro já teve várias definições baile, musicata, concerto de flauta, violão e cavaquinho, música improvisada entre outros, sendo considerado na década de 20 apenas uma forma de tocar e não genêro musical, como hoje é reconhecido. No princípio estes conjuntos tocavam gêneros como o maxixe, a polca, a mazurca (gêneros europeus) que somados ao lundu africano, deram um caráter de improviso ao estilo. No final da década de 20, em função da influencia da música comercial americana sobre a cultura popular brasileira, muitos músicos aderindo a este processo, retransformam o estilo, e obras consagradas por músicos como Pixiniguinha, entre outros, ganham destaque. O choro instrumental passa a ganhar letra, chamando-se samba-choro; e com o acréscimo de instrumentos percurssivos ao gênero surge os conjuntos regionais de choro ou simplesmente "regionais". Na década de 60 com a grande migração de chorões à Brasília para trabalhos na Rádio Nacional, de uma reunião informal cria-se o primeiro Estatuto Oficial do Choro. Porém com a ascensão da bossa-nova, seguida da jovem guarda e outras ondas na década de 60 o choro passou por um período de ocaso. Para piorar Jacob, o maior líder dessa fase, morreu repentinamente em 69, deixando uma impressão de que o choro estava realmente morrendo. O pior é que em 73 foi a vez do maior gênio do estilo, Pixinguinha, ir embora. Hoje com o surgimento de novos talentos, selos independentes e o trabalho de vários blogs, muitas obras estão sendo resgatadas e novamente prestigiadas.
Clique no link em rosa ao lado, pega
a PIPOCA E GUARANÁ E ASSISTA CHORINHOS E CHORÕES

SE LIGA QUE EM 2009 TEM...











13 FEVEREIRO 2009 - FINAL DA ESCOLHA DA MARCHA PARA O BLOCO

24 MAIO 2009 - PRIMEIRO PROJETO 14 SAMBAS

16 AGOSTO 2009 - FEIJOADA PROJETO 14 SAMBAS QUILOMBOLA

29 NOVEMBRO 2009 - ULTIMO PROJETO 14 SAMBAS DO ANO

DATAS SUJEITAS A ALTERAÇÕES


domingo, 23 de novembro de 2008

TERREIRO DE SAMBAS E POESIAS..

Vaguininho

Deco


Saulo
Quando começa o Partido alto, onde a música de Xango da Mangueira dita o rítimo, a atenção se fecha para a roda de samba ; afinal um verdadeiro terreiro de compositores começa a afinar sua "lábia" e instrumentos e o samba promete. Porém tais obras primas não se limitam só a estes momentos; além das rodas de Partido Alto muita coisa acontece no Carnaval de nossa cidade ou nos momentos íntimos dos que compõem, onde sentimentos brotam sem um porque específico virando por consequência melodia e letra. Nas fotos algumas das muitas pessoas que fazem parte destes momentos; e abaixo alguns trabalhos que já foram gravados. Deco além de um disco editado na BMG(RJ), já teve seu trabalho apresentado no Samba da Vela de São Paulo; enquanto Vaguininho dono também de muitas composições, tem alguns trabalhos gravados por vários grupos, além de estar sempre presente com sambas enredo na cidade de Piracicaba e ter parceiras importantíssimas como a que se deu com o músico Alessandro Penezzi, na música Tiro no Escuro, postado abaixo, quando ambos tocavam no Grupo Oitava Cor. E não para por aí, em 2009 teremos um trabalho de inéditas feito por Saulo, agora é aguardar. por Fábio
Gustavo

Leba

Contatos com a rapaziada que compõe através do email do projeto (projetoquatorzesambas@gmail.com)

ALGUMAS MUSICAS DE DECO

ALGUMAS MUSICAS DE VAGUININHO

sábado, 22 de novembro de 2008

MADRINHA EUNICE FUNDADORA DA PRIMEIRA ESCOLA DE SAMBA DE SÃO PAULO (LAVA PÉS) É PRATA DA CASA



Falemos de Deolinda Madre, cidadã piracicabana, e fundadora da primeira escola de samba de São Paulo. Madrinha Eunice como foi conhecida, fundou a Lava Pés na capital paulistana; fato diga-se muito ousado à sociedade da época, sendo a mesma mulher, negra e pobre. Em 1937 se inspirando no córrego da antiga rua dos Lavapés, onde negros e viajantes tinham de limpar seus pés para pisar na "parte nobre" da cidade, como ela mesma contou, fundou-se a mais antiga escola de samba em atividade na cidade de São Paulo. Talvez intuída, Madrinha Eunice, à partir deste momento, dentro do cenário em que vivia, juntou sobre a proteção do estandarte de sua escola de samba todos os instrumentos e elementos para que este grupo de pessoas conseguisse ganhar a cidade. Cantando músicas de Carmem Miranda e outras populares de seu tempo a escola foi conseguindo popularidade; se transformando na matriarca de várias escolas do carnaval paulistano, como Vila Mariana e Peruche, vencendo na década de 40 e 50 dezenove carnavais e rompendo muitos paradgmas. Hoje porém a mesma vive uma realidade diferente, ao contrário de muitas co-irmãs; com o surgimento do que muitos chamam de "evolução" carnavalesca, a escola perdeu, se é que podemos assim chamar sua notoriedade. Eunice apostando no tradicionalismo, fez com que a escola perdesse a "competitividade" dentro da evolução de nosso atual carnaval moderno. Em 95 com 87 anos, Madrinha Eunice morreu, passando o estandarte para Rosimeire Marcondes de Moraes, 39, sua neta, a qual sabe de cor a história da escola de coração de sua avó. Hoje esquecida na baixada do Glicério, sem sede própria e sem quadra para ensaio, Rosemeire luta para manter viva a chama da Lava Pés, ícone do samba e da cultura paulista que jamais deveria ser esquecido pelo povo brasileiro. por Fábio
Abaixo um vídeo da escola de sambas Lava Pés com a participação especial do Marcão de nosso Projeto 14 Sambas